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PORTUGAL, UM RETRATO AMBIENTAL

Um pouco da história ambiental de Portugal através da série "Portugal, Um Retrato Ambiental" da RTP, autoria de Luisa Schmidt e realização de Francisco Manso, relativamente ao período entre a década de 1950 e 2004.


Série de Documentários RTP

Título Original

PORTUGAL, UM RETRATO AMBIENTAL

Realização

Francisco Manso

Produção

Co-Produção Francisco Manso/RTP

Autoria

Luisa Schmidt

Ano

2004



Autoria de Luisa Schmidt


Sinopse


"Uma série, de 4 episódios, que retrata a situação ambiental em Portugal, nas últimas décadas




O Ambiente já não é o que foi, e cada vez menos como devia ter sido. A série "Portugal, um Retrato Ambiental" conta a história dessa evolução. Em quatro episódios, com a ajuda de imagens captadas pela RTP durante mais de quarenta anos, atualizadas por imagens de hoje, Luísa Schmidt entrevista os protagonistas e faz o retrato ambiental do país a estragar-se... Mas também de uma consciência ambiental cada vez mais forte. Degradação da paisagem, poluição dos rios, ares irrespiráveis, lixeiras, incêndios... Mas também um povo cada vez mais empenhado em recuperar a sua herança."



Episódio 1 - País de contrastes

Sinopse: Entre o segundo pós-Guerra e a primeira crise de petróleo em 1973, o Ocidente viveu em crescente prosperidade assente numa grande euforia técnico-científica e na sociedade de consumo. Portugal, contudo, foi arrastando a sua ruralidade declinante entre uma atividade agrícola pouco produtiva, um sector pesqueiro nada ousado e uma industrialização incipiente. Os anos 50 foram tão sombrios no país, quanto os anos 60 foram exasperados de guerra, emigração e isolamento. Com o 25 de Abril, passada uma breve fase de turbulência política, Portugal atrela-se à Europa e apanha simultaneamente o comboio da economia de mercado e da modernização sociocultural. A economia do país cresceu, mas de forma descoordenada, quase sempre à pequena escala e com consequências graves na degradação ambiental. É sobre todo este processo que incide este episódio.



Episódio 2 - Das Catástrofes às Fontes de Energia

Sinopse: O segundo episódio desta série foca as catástrofes de causa não natural, ou seja, causadas pela mão humana. Um exemplo é a cheia torrencial que ocorreu em 1967 em Lisboa e que matou centenas de pessoas devido à construção desordenada em leito de cheia. Também por todo o mundo se destacaram catástrofes relacionadas com radioatividade e as marés negras. A opinião pública, tanto portuguesa como internacional, só foi alertada para as questões ambientais quando os media começaram a noticiar os primeiros acontecimentos catastróficos de causa humana e involuntária. Este episódio aprofunda o problema energético destacando as preocupações ambientais e o movimento ambientalista.



Episódio 3 - Águas

Sinopse: Os rios demoraram a ver revelado o estado lastimável em que se encontrava a qualidade das suas águas. Durante muitos anos, as imagens televisivas mostraram insistentemente rios de águas cristalinas - como locais de bem-estar, e palcos de atividades desportivas, de festas e pescarias. Mas, a partir de certa altura, vêm neles convergir uma série de más notícias ambientais. Primeiro, as praias, progressivamente mais frequentadas, suscitam preocupação quanto à sanidade das suas águas, e esta preocupação vai apontar diretamente para os rios como causa primeira dessa poluição. Depois, fica claro o uso indiscriminado que as indústrias obsoletas e frágeis faziam das águas fluviais como meio de escoamento de poluentes; bem como o facto das urbanizações clandestinas, e não só, fazerem deles esgotos a céu aberto; resíduos de toda a ordem, escorrências de lixeiras e agroquímicos são outros agentes da vitimação dos rios. Neste episódio pretende-se mostrar o percurso histórico e geográfico de alguns rios e rias; estuários e mar. O objetivo é clarificar, por um lado, os processos de transição simbólica das águas que tudo lavam, levam e purificam, às águas imprestáveis e repulsivas. E, por outro lado, os processos da sua transformação física que contribuíram para esse lento acordar tanto das autoridades como da opinião pública face ao problema.



Episódio 4 - Paisagem e Desordenamento do Território

Sinopse: O desordenamento do território sintetiza toda a problemática ambiental do país. É através dele que melhor se percebem as ruínas da paisagem, as assimetrias regionais, as disfunções sociais e os vícios do sistema administrativo e político. Este episódio mostrará a trajetória que levou à transformação do "país rural" em "país suburbano", evidenciando os processos de suburbanização da cidade de Lisboa e a exportação do seu modelo para muitas outras cidades do país (Braga, Porto, Leiria, etc.). Simultaneamente o país assiste à sua litoralização, ilustrando a transformação de várias paisagens litorais, dos anos 60 para agora.




"Cada vez mais a ciência diz-nos que não podemos continuar a viver num sistema que está a sobreutilizar recursos e a gerar níveis de poluição tão elevados que provocam as alterações climáticas e os seus impactos. Ou seja, estamos perante uma crise ambiental global em descontrolo compulsivo que passa pela degradação dos oceanos, da biodiversidade, das florestas, dos recursos em geral, escassez de água e todo o restante rol de consequências provocadas pelos impactos das alterações climáticas."

Luisa Schmitd (2020)

Socióloga e investigadora principal do Instituto

de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa



Concluindo, salientamos a importância de tomarmos consciência da nossa história para sabermos como chegámos até aqui, pois, como diria Heródoto, é preciso "pensar o passado para compreender o presente e idealizar o futuro" da Ecologia. Ciência jovem esta, que teve substancial atenção formal no final do século XIX e tornou-se ainda mais popular durante os movimentos ambientais da década de 60, continuando a ser tão pertinente nos dias de hoje.




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fontes:





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